Obras como as grandes pirâmides, cidades antigas como Cuzco e a Grande Muralha da China, entre outras, continuam em pé após milhares de anos e ainda hoje nos impressionam. Sem dúvida, aqueles que encomendaram essas majestosas obras não mediram esforços ou recursos para realizá-las.

Hoje, podemos nos perguntar se existe algum empreendimento capaz de se igualar a essas maravilhas da antiguidade, mesmo com todo o atual desenvolvimento da engenharia. A resposta é: provavelmente não.

O motivo é simples. Diferentemente dos antigos arquitetos da história, nós, contemporâneos, precisamos medir esforços e otimizar recursos. Os desafios da modernidade nos obrigam a ser cada dia mais eficientes, a orientar da melhor maneira a força de trabalho e a valorizar cada centavo investido.

Essa necessidade nos conduz ao desenvolvimento constante de novas máquinas, ferramentas, técnicas e tecnologias.

O caminho percorrido desde que aprendemos a observar as estrelas para medir distâncias e navegar até chegarmos ao uso do GPS representa um período em que a inovação se tornou palavra-chave.

Um exemplo marcante é a construção do Canal do Panamá. As primeiras ideias registradas datam de 1533, mas a limitada tecnologia disponível naquele momento não permitiu que o projeto fosse executado. Somente em 1880 a construção foi iniciada, sob o comando francês.

O projeto, porém, acabou sendo abandonado após a morte de mais de 20 mil trabalhadores. Para sua retomada, novas ferramentas precisaram ser desenvolvidas e máquinas que até então não existiam tiveram de ser projetadas.

Após todo esse avanço da engenharia especializada, a obra foi finalmente concluída em 1914.

Essa busca por transformar projetos em realidade permitiu uma redução extraordinária nos custos do transporte interoceânico e no tempo de deslocamento das embarcações. Da mesma forma, os impactos ambientais relacionados ao transporte marítimo também puderam ser reduzidos.

Os primeiros relógios de alta precisão foram utilizados a bordo de navios que precisavam determinar sua própria posição e seguir corretamente suas rotas.

Hoje, sofisticados relógios atômicos de césio instalados em satélites possibilitam o funcionamento do Sistema de Posicionamento Global, o GPS.

Utilizamos essa mesma tecnologia para medir distâncias, construir estradas, erguer edificações e até mesmo otimizar a colheita de trigo nos campos.

Já não precisamos superdimensionar uma estrutura para garantir sua permanência ao longo do tempo. Atualmente, contamos com ferramentas que nos permitem ser cada vez mais eficientes no planejamento, desenvolvimento e execução de obras.

A inovação é o caminho que nos permite evoluir profissionalmente e integrar o desenvolvimento da nossa sociedade ao meio ambiente.

Em nosso trabalho, assumimos o compromisso de permanecer na vanguarda da tecnologia. Buscamos desenvolver novas soluções para antigos problemas e oferecer aos nossos clientes produtos e serviços inovadores.

Utilizamos softwares avançados de monitoramento para nossas dragas e embarcações, tecnologias para projeção e planejamento de obras, além de ferramentas de gestão e governança que contribuem para garantir a qualidade de nossos processos.

A busca constante por novas técnicas e conhecimentos nos permite desenvolver soluções inovadoras e oferecer respostas cada vez mais eficientes aos desafios encontrados em nossos projetos.
Mairon Romero – Hidrógrafo

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